TECNOLOGIA, CIDADES INTELIGENTES E CRIMINALIDADE: NOVOS CAMINHOS PARA A SEGURANÇA PÚBLICA
DOI:
https://doi.org/10.62140/RBCM902026Parole chiave:
Cidades inteligentes; Segurança pública; Criminalidade; Urbanismo; Direitos humanos.Abstract
O presente artigo analisa a relação entre cidades inteligentes, segurança pública e direitos humanos, propondo uma reflexão crítica sobre o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) na construção de ambientes urbanos mais seguros, inclusivos e socialmente integrados. Parte-se da compreensão de que a segurança pública não deve se limitar a estratégias repressivas e mecanismos de vigilância, mas envolver também dimensões subjetivas relacionadas à sensação de segurança, convivência urbana e qualidade de vida. Com base em revisão bibliográfica, o estudo dialoga com autores como Jane Jacobs, Alessandro Baratta e Eugenio Raúl Zaffaroni. Nesse contexto, discute-se o conceito de cidades inteligentes e sua articulação com o modelo de “safe cities”, enfatizando a importância do planejamento urbano, da participação comunitária e da prevenção da violência por meio do desenho urbano. O estudo apresenta experiências latino-americanas, como o urbanismo social de Medellín e o projeto Espacios de Paz, na Venezuela, evidenciando como intervenções urbanísticas associadas a políticas públicas inclusivas podem contribuir para a redução da criminalidade e o fortalecimento da coesão social. Conclui-se que a promoção da segurança urbana demanda uma abordagem integrada, capaz de articular tecnologia, urbanismo, direitos humanos e participação cidadã, superando perspectivas exclusivamente repressivas e fortalecendo a construção de cidades mais humanas, seguras e sustentáveis.
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